sábado, 18 de junho de 2011

Sussurradores de Poesia

A palavra ao ouvido - o sussurro - é a nossa escolha. Gostamos deste espaço intermediário entre o som e o silêncio, onde estes extremos se tocam.
O grupo francês Les Souffleurs soprou no ouvido de Giselly Lima, que soprou em meu ouvido: a gente pode enternecer o mundo sussurrando poesias.
"Comandos Poéticos" é a performance mais famosa dos Les Souffleurs e foi apresentada na cidade de São Paulo, na Virada Cultural de 2009, quando sussurraram poesia em praças e bibliotecas.
Como o grupo Les Souffleurs, usamos um tubo para sussurrar os textos. Optamos por reaproveitar tubos de papelão que, na nossa proposta, se tornam um objeto lúdico, belo e que recupera o gosto das brincadeiras simples de antigamente. Propomos-nos a usar a poesia como delicado presente, que se leva da boca ao ouvido. Aos poucos, vamos incluindo outras gentes que se disponham a interromper a tagarelice do mundo com segundos de poesia.
A experiência dos sussurradores no nosso grupo foi fantástica, nos possibilitou uma vivência única, uma brincadeira de crianças que se leva da boca ao ouvido. Sussurramos primeiramente pelo nosso bloco, aos nossos amigos, depois partimos para a praça do CEDU, algumas pessoas ficavam assustadas pensando que íamos gritar no ouvido...mas logo depois achavam interessante. Um rapaz comentou: eu gosto quando  sussurram no meu ouvido...kkk
E assim, saimos pela UFAL sussurrando, contando versos de Mia Couto, Carlos Drumond e outros importantes autores. Os instrumentos que lembram canos ocos, em uma atitude ao mesmo tempo carinhosa e provocativa.    
Algumas fotos que mostram nossa empolgação, sussurrando versos poéticos. E que você leitor possa experimentar também esse momento de descontração  e espontaneidade.


Marinete sussurrando no ouvido de uma estudante.


Myrthes, Roberta e Marinete, mostrando nossos instrumentos!

Marinete tentando sussurrar no ouvido do Prof. Amurabi..kkk

kkkkkkkk


Noite divertidaa

Gostamos bastante desse encontro...

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Principais Autores da Literatura Infantil

Charles Perrault (1628-1703)

            Membro da alta burguesia, Perrault foi imortalizado por criar uma literatura de cunho popular que caiu no gosto infantil e contou também com a aprovação dos adultos. Com pouco mais de 50 anos, trocou o serviço ativo pela educação dos filhos. Movido por esse desejo, começou a registrar as histórias da tradição oral contadas.
            Com quase 70 anos, publicou um livro de contos conhecido, na época, como "contos de velha", "contos da cegonha" ou "
contos da mamãe gansa", sendo o último o título por que ficou conhecida a obra em todo o mundo. A primeira edição, de onze de janeiro de 1697, recebeu o nome de "Histórias ou contos do tempo passado com moralidades", que remete à famosa moral da história presente ao final de cada texto.
            Com redação simples e fluente, as histórias eram adaptações literárias que traziam ao final  conceitos morais em forma de verso.
            Os "Contos da mamãe gansa" se constituem de uma coletânea de oito histórias, posteriormente acrescidas de mais três títulos, ainda que num manuscrito de 1695, só encontrado em 1953, constassem apenas cinco textos. Os contos que falam de princesas, bruxas e fadas trazem histórias que habitam até hoje o imaginário infantil como "A Bela Adormecida", "Chapeuzinho Vermelho", "Cinderela", dentre outros.


Hans Christian Andersen (1805-1875)

                Andersen nasce no mesmo ano em que Napoleão Bonaparte obtinha suas primeiras vitórias decisivas. Assim, desde menino, vai respirar a atmosfera de exaltação nacionalista. A Dinamarca também se entrega à descoberta dos valores ancestrais, não com o espírito de auto-afirmação política, mas no sentido étnico, de revelar o caráter da raça. Tal como fizeram os Irmãos Grimm. Andersen foi um escritor que se preocupou, essencialmente, com a sensibilidade exaltada pelo Romantismo.
            Entre os títulos mais divulgados de sua obra estão: "
O patinho feio"; "O soldadinho de chumbo"; "A roupa nova do Imperador", "A sereiazinha" e "João e Maria".
            Embora entre suas estórias haja muitas que se desenrolam no mundo fantástico da imaginação, a maioria está presa ao cotidiano. Andersen teve a oportunidade de conhecer bem os contrastes da abundância organizada, ao lado da miséria sem horizontes. Ele mesmo pertenceu a essa faixa social. Andersen vai tornar mais explícito os padrões de comportamento exigidos pela Sociedade Patriarcal, Liberal, Cristã, Burguesa que então se consolidavam. A par desses valores éticos, sociais, políticos e culturais que regem a vida dos homens em sociedade, Andersen insiste, também, no comportamento cristão que devia nortear pensamentos e ações da humanidade, para ganhar o céu...
            Considerado o precursor da literatura infantil mundial. Em função da data de seu nascimento, comemora-se em 2 de abril o Dia Internacional do Livro Infanto-Juvenil. O prêmio internacional mais importante na literatura infanto-juvenil é conferido pela International Board on Books fou Young People - IBBY. Esta premiação é representada pela medalha Hans Christian Andersen. Em 1982, Lygia Bojunga foi a primeira representante brasileira a ser contemplada com esta medalha.

Irmãos Grimm: Jacob e Wilhelm (entre 1785 e 1863)
             Inseridos num contexto histórico alemão de resistência às conquistas napoleônicas; os Irmãos Grimm recolhem diretamente da memória popular, as antigas narrativas, lendas ou sagas germânicas, conservadas por tradição oral. Buscando encontrar as origens da realidade histórica germânica, os pesquisadores encontram a fantasia, o fantástico, o mítico em temas comuns da época medieval. Então uma grande Literatura Infantil surge para encantar crianças de todo o mundo.
Nos Contos de Grimm não há, propriamente, contos-de-fadas, distribuem-se em:
·         contos-de-encantamento (estórias que apresentam metamorfoses, ou transformações, por encantamento, a maioria);
·         contos maravilhosos (estórias que apresentam o elemento mágico, sobrenatural, integrado naturalmente nas situações apresentadas);
·         fábulas (estórias vividas por animais, algumas);
·         lendas (estórias ligadas ao princípio dos tempos, ou da comunidade, e onde o mágico aparece como "milagre" ligado a uma divindade);
·         contos de enigma ou mistério (estórias que têm como eixo um enigma a ser desvendado);
·         contos jocosos (humorísticos ou divertidos).
A característica básica de tais narrativas (qualquer que seja sua espécie literária) é a de apresentar uma problemática simples: um só núcleo dramático.

Mundo da Imaginação*




domingo, 5 de junho de 2011

Dia Internacional da Literatura Infantil

Dia 02 de abril, é comemorado o dia internacional da literatura infantil, em homenagem a Hans Christian Andersen, dinamarquês de origem humilde, que conseguiu com dificuldade se educar, e ficou mundialmente conhecido pelos contos de fadas que ele escreveu , que não foram poucos, mas muitos deles são eternos, Patinho Feio, Soldadinho de Chumbo, A Pequena Sereia, A Roupa Nova de Rei .
Você com certeza se lembra deles.
E a nossa literatura infantil, também é comemorada neste mes no dia 18, é uma homehagem a data de nascimento de Monteiro Lobato, o escritor do Sítio do Pica Pau Amarelo, quem não se lembra da Emlía, da Narizinho, do Visconde de Sabugosa e os outros personagens desta famosa história. Será que nós como agentes da Educação,  incentivamos nossas crianças a ler? É comum os filhos receberem livros de presente? Quantas vezes já presenteamos uma criança com um livro?
Se não temos este hábito, está na hora de adotarmos e nos conscientizarmos que, um bom livro educa, traz bons exemplos e familiariza a criança com a nossa língua e ortografia.
É um excelente presente.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

As Princesas...

Fazem a imaginação não só de crianças, mas de toda jovem,  proporcionando a todas as gerações a oportunidade de conferir as personagens das fábulas mais famosas do mundo. 

Branca de Neve e os sete anões

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Adaptado dos Irmãos Grimm
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Há muito tempo, num reino distante, viviam um rei, uma rainha
e sua filhinha, a princesa Branca de Neve. Sua pele era branca
como a neve, os lábios vermelhos como o sangue e os cabelos
pretos como o ébano.
Um dia, a rainha ficou muito doente e morreu. O rei,
sentindo-se muito sozinho, casou-se novamente.
O que ninguém sabia é que a nova rainha era uma feiticeira
cruel, invejosa e muito vaidosa. Ela possuía um espelho mágico,
para o qual perguntava todos os dias:
— Espelho, espelho meu! Há no mundo alguém mais bela
do que eu?
— És a mais bela de todas as mulheres, minha rainha!
— respondia ele.
Branca de Neve crescia e ficava cada vez mais bonita,
encantadora e meiga. Todos gostavam muito dela, exceto a rainha,
pois tinha medo que Branca de Neve se tornasse mais bonita que
ela.
Depois que o rei morreu, a rainha obrigava a princesa a
vestir-se com trapos e a trabalhar na limpeza e na arrumação de
todo o castelo. Branca de Neve passava os dias lavando, passando e
esfregando, mas não reclamava. Era meiga, educada e amada por
todos.
Um dia, como de costume, a rainha perguntou ao espelho:
— Espelho, espelho meu! Há no mundo alguém mais bela
do que eu?
— Sim, minha rainha! Branca de Neve é agora a mais
bela!
A rainha ficou furiosa, pois queria ser a mais bela para
sempre. Imediatamente mandou chamar seu melhor caçador e ordenou
que ele matasse a princesa e trouxesse seu coração numa caixa.
No dia seguinte, ele convidou a menina para um passeio na
floresta, mas não a matou.
— Princesa, — disse ele — a rainha ordenou
que eu a mate, mas não posso fazer isso. Eu a vi crescer e sempre
fui leal a seu pai.
— A rainha?! Mas, por quê? — perguntou a
princesa.
— Infelizmente não sei, mas não vou obedecer a rainha
dessa vez. Fuja, princesa, e por favor não volte ao castelo,
porque ela é capaz de matá-la!
   Branca de Neve correu pela floresta muito assustada,
chorando, sem ter para onde ir.
O caçador matou uma gazela, colocou seu coração numa caixa e
levou para a rainha, que ficou bastante satisfeita, pensando que a
enteada estava morta.
Anoiteceu. Branca de Neve vagou pela floresta até encontrar
uma cabana. Era pequena e muito graciosa. Parecia habitada por
crianças, pois tudo ali era pequeno.
A casa estava muito desarrumada e suja, mas Branca de Neve
lavou a louça, as roupas e varreu a casa. No andar de cima da
casinha encontrou sete caminhas, uma ao lado da outra. A moça
estava tão cansada que juntou as caminhas, deitou-se e dormiu.
Os donos da cabana eram sete anõezinhos que, ao voltarem
para casa, se assustaram ao ver tudo arrumado e limpo.
  Os sete homenzinhos subiram a escada e ficaram muito
espantados ao encontrar uma linda jovem dormindo em suas camas.
Branca de Neve acordou e contou sua história para os anões,
que logo se afeiçoaram a ela e a convidaram para morar com eles.
O tempo passou... Um dia, a rainha resolveu consultar
novamente seu espelho e descobriu que a princesa continuava viva.
Ficou furiosa. Fez uma poção venenosa, que colocou dentro de uma
maçã, e transformou-se numa velhinha maltrapilha.
— Uma mordida nesta maçã fará Branca de Neve dormir
para sempre — disse a bruxa.
No dia seguinte, os anões saíram para trabalhar e Branca de
Neve ficou sozinha.
Pouco depois, a velha maltrapilha chegou perto da janela da
cozinha. A princesa ofereceu-lhe um copo d’água e
conversou com ela.
— Muito obrigada! — falou a velhinha —
coma uma maçã... eu faço questão!
No mesmo instante em que mordeu a maçã, a princesa caiu
desmaiada no chão. Os anões, alertados pelos animais da floresta,
chegaram na cabana enquanto a rainha fugia. Na fuga, ela acabou
caindo num abismo e morreu.
Os anõezinhos encontraram Branca de Neve caída, como se estivesse  dormindo. Então colocaram-na num lindo caixão de cristal, em uma clareira e ficaram vigiando noite e dia, esperando que um dia ela acordasse.
Um certo dia, chegou até a clareira um príncipe do reino vizinho e logo que viu Branca de Neve se apaixonou por ela.

     Ele pediu aos anões que o deixassem levar o corpo da princesa para seu castelo, e prometeu que velaria por ela.
   Os anões concordaram e, quando foram erguer o caixão, este caiu, fazendo com que o pedaço de maçã que estava alojado na garganta de Branca de Neve saísse por sua boca, desfazendo o feitiço e acordando a princesa. Quando a moça viu o príncipe, se apaixonou por ele. Branca de Neve despediu-se dos sete anões e partiu junto com o príncipe para um castelo distante onde se casaram e foram felizes para sempre.





sábado, 21 de maio de 2011

Prazer da Leitura

Olá gente!!
É muito bom falar um pouco sobre o prazer de ler e a importância da leitura na Educação Infantil. É através da leitura que nos emancipamos e criamos uma nova visão de mundo. Segundo Zilberman, isto é possível porque a recepção representa um envolvimento intelectual, sensorial e emotivo, levando o leitor a identificar-se com o texto. Em outro texto de Emília Ferreiro, " o aluno que tiver a chance de ouvir o professor lendo em voz alta presenciará um ato quase mágico". Muito importante para que os atuais e os futuros professores despertem esse momento mágico em cada uma das crianças que os ouvirem.
 Pois é gente...espero que nos libertemos para um mundo mágico, no qual a leitura é que forma e informa o homem.